Banco Máxima muda de controle e passa a oferecer crédito pessoal e consignado
O pequeno banco que daria origem ao Master inicia uma virada em meio à troca de controle.
- Daniel Vorcaro
Do Banco Máxima à liquidação e aos R$ 41 bilhões do FGC
Como um banco pequeno virou o Master, cresceu com CDBs acima do mercado, tentou ser vendido ao BRB e terminou liquidado, com R$ 41 bilhões a devolver.
16 casos, do mais antigo ao mais recente
O pequeno banco que daria origem ao Master inicia uma virada em meio à troca de controle.
A troca de nome acompanha a alteração no controle societário e a reformulação de produtos.
O plano declarado era seguir em expansão e consolidar um banco de investimento com novas aquisições.
A revista descreve como Vorcaro multiplicou o tamanho do banco com negócios de risco e parceiros “explosivos”.
O banco estatal do DF adquiriria 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais. Logo após o anúncio, o Master reduziu as taxas de seus CDBs e divulgou lucro de R$ 1 bilhão em 2024, o dobro de 2023.
R$ 2 bi — oferta do BRB por 58% do Master
A análise do BC era o último passo regulatório necessário para a operação.
A operação ainda dependia do Banco Central e do Cade. Horas depois, o banco seria liquidado.
A Operação Compliance Zero apura fraude de R$ 12,2 bilhões com carteiras de crédito falsas. O banco emitiu cerca de R$ 50 bilhões em CDBs com juros acima do mercado e aplicou parte em créditos inexistentes, comprados da empresa Tirreno.
R$ 12,2 bi — fraude sob suspeita, segundo a PF
Os reembolsos consomem cerca de um terço do caixa do Fundo Garantidor de Créditos, que cobre até R$ 250 mil por CPF. Os pedidos foram liberados em janeiro de 2026.
R$ 41 bi — a devolver pelo FGC a investidores
O Ministério Público vê indícios de participação consciente de dirigentes do BRB no esquema. Em 2026, relatório da PF apontou R$ 17 bilhões em créditos comprados, com “inconsistências grotescas” identificadas pelo BC.
R$ 16,7 bi — injetados pelo BRB no Master
Estados e municípios chegaram a concentrar até 20% de sua previdência no Master. A estatal fluminense Cedae aplicou R$ 200 milhões. Ao menos cem institutos de previdência compraram cotas de fundos do grupo.
R$ 2,6 bi — do Rioprevidência em fundos do grupo
A PF fez buscas em endereços de Vorcaro e de parentes; o STF determinou o bloqueio de bens.
R$ 5,7 bi — bens bloqueados na 2ª fase
As plataformas distribuíram os CDBs do Master a investidores de varejo.
O outro lado O Nubank afirma que a oferta foi encerrada em 2024; XP e BTG não comentaram.
A ordem partiu de André Mendonça. Dias depois, o Coaf apontou que o Master enviou mais de R$ 700 milhões a uma offshore nas Ilhas Cayman em 2025.
R$ 700 mi — enviados a offshore em Cayman
A PF suspeita que ele permitiu negócios sem lastro com o Master e recebeu imóveis de Vorcaro avaliados em R$ 146 milhões em troca.
R$ 146 mi — imóveis dados ao ex-presidente do BRB, segundo a PF
A suspeita é de patrimônio pulverizado em imóveis e fundos em vários países. Em dez anos, Vorcaro movimentou R$ 18,1 bilhões em contas próprias, segundo a Receita.
R$ 18,1 bi — movimentados por Vorcaro em 10 anos